
Em uma iniciativa para controlar a pornografia e outros tipos de conteúdo considerados como impróprios, o governo chinês tornará obrigatória a inclusão de um programa de filtragem de conteúdo em novos PCs vendidos no país.
De acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, a partir de julho os fabricantes de PCs terão que instalar o programa para o bloqueio de sites ou deverão oferecê-lo em CD-ROM junto com todos os PCs vendidos na China.
O programa, chamado Green Dam Youth Escort, bloqueia apenas sites com conteúdo pornográfico e os pais podem ativá-lo ou não, de acordo com Bryan Zhang, gerente geral da empresa que desenvolveu o programa.
A Dell considerará a inclusão do programa em novos PCs apenas se o objetivo for mesmo o bloqueio de conteúdo pornográfico e se o programa puder ser desativado. A empresa informou que não instalará um software que ajude a censurar os sites da web e que ainda não recebeu nenhuma notificação do governo chinês ordenando o uso do programa.
A Lenovo e a Hewlett-Packard não quiseram comentar o assunto.
A China ordenou que todos os computadores para ambiente doméstico sejam vendidos com um programa que bloqueia a pornografia on-line, afirmou um desenvolvedor deste software na segunda-feira (8). Com isso, o governo teria mais uma ferramenta para controlar o uso da internet.
Chamado de Green Dam-Youth Escort, o software impede que os internautas acessem sites com fotos e palavras associadas à pornografia, segundo Zhang Chenmin, gerente da Jinhui Computer System Engineering. A companhia responsável pelo programa está criando um banco de dados com as informações que serão bloqueadas.
Chenmin afirmou que sua empresa assinou em maio um contrato de US$ 3 milhões com o governo chinês para desenvolver e instalar o software em computadores pessoais vendidos para uso doméstico – seu uso é gratuito durante o período de um ano. Segundo o executivo, os consumidores podem desinstalar o programa caso não queiram mantê-lo.
Pornografia zero
“De acordo com nossas pesquisas, muitos jovens estudantes estão familiarizados com pornografia na internet. Com frequência, eles compartilham os endereços desses sites”, disse o executivo. O programa também poderia ser usado para bloquear outros tipos de páginas, dependendo das palavras nelas contidas.
Os pais preocupados com a navegação dos filhos, continuou Chenmin, podem adicionar sites ao banco de dados, impedindo assim que os jovens acessem conteúdo considerado inadequado. “Se um pai não quiser que seu filho seja exposto a informações sobre basquete ou drogas, por exemplo, ele pode bloquear todas as páginas relacionadas a esses assuntos”, explicou.
O governo chinês impede com frequência o acesso a sites políticos, principalmente aqueles que questionam e criticam o partido comunista e defendem a independência do Tibete. Diversos blogueiros já foram presos no país por divulgarem suas opiniões no ambiente virtual.
A China tem a maior população de internautas do mundo, cerca de 250 milhões de pessoas, e neste ano colocou em prática um plano nacional contra a pornografia na internet, que é proibida. Por conta disso, mais de 1,9 mil sites foram fechados.











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